Notícias

Corte é considerado ‘tímido’

Corte é considerado ‘tímido’ O projeto alternativo que aprovou anteontem o corte de 49 cargos comissionados na Câmara Municipal de Maringá foi considerado insuficiente por entidades civis signatárias do manifesto contrário ao projeto inicial, que cortava 18 CCs – a Câmara conta hoje com 83 cargos comissionados a serviço da Mesa Executiva. O projeto aprovado prevê ainda o aumento da verba de gabinete de vereadores, de R$ 7.215 para R$ 11,7 mil por mês. O texto deve ser discutido hoje pela segunda vez e, se aprovado, segue para confirmação ou veto do prefeito Silvio Barros. Um projeto prevendo o corte de 73 CCs, sem aumento da verba de gabinete, foi rejeitado por 10 dos 15 vereadores. O Observatório Social, entidade que organizou o manifesto com 41 entidades pedindo um corte maior de cargos comissionados, afirmou que o projeto é tímido.  Está marcada uma reunião para hoje, às 9 horas, na Receita Federal, com todas as entidades signatárias, para a discussão de medidas a serem tomadas. O presidente do Observatório, Ariovaldo Costa Paula, critica a falta de sensibilidade do Legislativo. “Eles [os vereadores] perderam uma grande oportunidade de atender aos anseios da população”, afirma.  O presidente da subseção da OAB de Maringá, César Moreno, também demonstra insatisfação, afirmando que, apesar do avanço demonstrado em relação ao primeiro projeto, o aumento da verba de gabinete anula parcialmente a economia conquistada com o corte de cargos comissionados.  Para Moreno, o resultado ainda é pouco expressivo. “A sociedade civil esperava pelo menos a aprovação do parecer técnico que apontava a necessidade do corte de 73 cargos”, diz.  O presidente da OAB ainda chama a atenção para o correto encaminhamento da receita economizada. “Vamos ver se eles direcionam a verba para a saúde pública”. O presidente do Sindicato dos Comerciários de Maringá, Leocides Fornazza, critica: “Esse projeto simplesmente não atende a nossas expectativas”. Para o presidente, a economia de R$ 1,7 milhão prevista pelo projeto aprovado é irrisória quando comparada aos R$ 3,5 milhões que seriam poupados caso o corte fosse de 73 cargos. “Esperamos que esse projeto seja vetado pelo prefeito, ou devolvido, como fez com o anterior”. A cientista política Celene Tonella, pesquisadora do Observatório das Metrópoles, afirma que os cortes são insuficientes e só vieram por pressão da imprensa. Para Celene, o excesso de cargos comissionados é uma questão pontual, mas sinaliza um problema maior, que é a falta de independência da Câmara em relação ao Executivo.  “O Legislativo tem de retomar sua função original. Ultimamente seus integrantes parecem mais interessados em gerar escândalos do que em legislar”, opina a pesquisadora. A Câmara gasta atualmente R$ 4,5 milhões por ano em salários de cargos comissionados. Fonte: O Diário do Norte do Paraná

Outras Notícias  |  Voltar

09/09/2010  |  Cidadania Fiscal e Controle Social para acadêmicos de Enfermagem da UEM

08/09/2010  |  I Congresso Brasileiro de Educação Fiscal

08/09/2010  |  SENSIBILIZAÇÃO PARA O VII CONCURSO DE REDAÇÃO-CIDADANIA FISCAL

03/09/2010  |  Educação Fiscal em Terra Boa

27/08/2010  |  Voluntários

18/08/2010  |  SER lança campanha a favor da conduta ética nas eleições

17/08/2010  |  Acorde Universitário e Cidadania

Ver Todas